Paramos de colocar postagens aqui, as atuais, publicaremos no Instagram: ritostibetanoseneida. Continue acompanhando.

 

·       Entre outras:

·       Jornal O BARRANQUEIRO, São Francisco, 05 fev 2011.

·       Jornal O Povo, Fortaleza, 10 janeiro 2011.

·       Hoje em Dia, Cultura, Janine Horta, 07 janeiro 2011.

·       TV Minas,  Programa Brasil das Gerais, Novas Energias, 31 dezembro 2010.

·       O Atma, revista de Yoga, Elizabeth Wessler, agosto 2010.

·       Revista Zap, 27 junho, 2010.

·       TV Portuguesa, Programa Lado a Lado.

·       Jornalista Teresa Mison, RTP Madeira, 28 dezembro 2009.

·       Diário da Cidade, Ilha da Madeira, 04 dezembro 2009.

·       Saber, A Revista da Madeira, Edgar R. Aguiar.

·       Revista Fiesta, Social, Ilha da Madeira, Portugal.

·       Jornal Tribuna da Madeira – Portugal, 08 agosto 2009.

·       Sexta, Última, Ilha da Madeira, 8 agosto 2009.

·       Caderno Cultura, Hoje em Dia, Marcelo Rios, 14 maio 2008.

·       Esotérico, O Tempo, 12 fevereiro 2008.

·       Marcelo Rios, Hoje em Dia, Cultura, 23 maio 2008.

·       Rede Minas TV, Brasil das Gerais, Roberta Z., 11 nov. 2007.

·       O Tempo, Caderno Esotérico, Ana Diniz, 28 agosto 2007.

·       Jornal Tribuna da Madeira, Portugal, ed.528, 20 agosto 2007.

·       Alécio Cunha, HOJE EM DIA, Caderno Cultura, 21 agosto 2007.

·       Hoje em Dia Caderno Minas, Paulo César de Oliveira, 21 ago 2007.

·       Blog de João Carlos Amaral, 06 agosto 2007.

·       Marcelo Rios,Caderno Cultura, Hoje em Dia 21 ago 2007.

·       Déa Januzzi, caderno Bem Viver do Estado de Minas, 29 jul 2007.

·       Déa Januzzi, caderno Bem Viver do Estado de Minas, 05 fev 2006.

·       Guga Entrevista Eneida.

·       Várias entrevistas em Rádio, Brasil e Portugal.

·       Jornal do Meio dia, TV Minas.

·       O Tempo, Ana Elizabeth, caderno Magazine Esotérico, 03 maio 2005.

·       Estado Ecológico, 18 maio 2000.

·       Jornal da Saúde, Marcelo dos Santos, 07 maio 2000.

·       Jornal Pampulha Caderno Especial, 13 a 19 março 1999.

·       Jornal Pampulha, 19 a 25 dezembro 1998.

·       Estado de Minas, Cidades, 22 agosto 1994.

·       Estado de Minas, Célia Laborne Tavares, 12 setembro 1993.

·       Estado de Minas, Caderno Feminino, 03 julho 1999.

·       Jornal de Casa, 19 a 25 setembro, 1993.

·       Jornal de Casa, Cursos, 16 a 22 maio 1993.

·       Estado de Minas, Feminino, 09 maio 1993.

·       Estado de Minas, Caderno F, 13 setembro 1992.

·       Jornal Quiron, Fábio mascarenhas, agosto-setembro 1992.

·       Jornal do Estado do Amapá, Macapá, 07 fevereiro 1987.

·       Estado de Minas, 01 julho 1984.

·       Jornal Tribuna da Madeira – Portugal

·       Portugal, Jornalista Carlos Leite Ribeiro entrevista Édison, representante da literatura brasileira no mundo:

·       Carlos: – Autores e livros preferidos ?:

·       – Édison: – 21 Ritos Tibetanos – de Eneida Magalhães.

·       – Jornalista Iara Melo: – Para finalizar a entrevista. Sua obra literária ?: –

·       – Édison: – 15 livros citados no meu curriculum aqui já elaborado, no prelo O AVATAR.

Entrevista dada por  Édison Pereira de Almeida a Carlos Leite Ribeiro na Ilha da Madeira em Portugal. Édison é escritor e poeta. Membro  Honorário da Academia Pan Americana de Letras e Artes, APALA. Chanceler do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais – INBRASCI, com sede Mundial na Ilha da Madeira, onde reside. Cônsul Poetas Del Mundo – Santiago, Chile. Cônsul da Liberdade – Movimento pela Paz. Produtor independente de televisão. RECA – Rede européia de Comunicação Ambiental.

Entrevistas em Portugal

http://www.caestamosnos.org/Lancamentos/Eneida_Magalhaes_Caetano.html

Jornal Tribuna da Madeira – Portugal

Livro “Os 21 Ritos Tibetanos”

lançado em Dezembro na Madeira

A obra é da autora Eneida Magalhães Caetano, fundadora do Instituto LAM RIM, em 1998

Na obra “Os 21 Ritos Tibetanos”, que será editada por O Liberal, a autora fala de meditação, revitalização e rejuvenescimento. O livro retrata uma série de exercícios físicos rituais cuja prática diária, segundo Eneida Magalhães Caetano, harmonização funcionamento das glândulas relacionadas com o envelhecimento, e são considerados a chave da fonte da juventude”. A autora aconselha os madeirenses a praticarem os exercícios do livro, quando for lançado em Dezembro.

 

Eneida Magalhães Caetano começou a trabalhar, em 1976, com massagens e exercícios para  portadores de problemas neurológicos. Possui formação em medicina preventiva tibetana, medicina tradicional chinesa, shiatsu, psicobioenergética, cuidados posturais, Kum-nye, meditação, banhos medicinais, geoterapias, hidrofitoterapias, cura prânica, 21 Ritos Tibetanos e corpo espelho. Eneida Magalhães Caetano é a única terapeuta especializada em LAM-RIM em Minas Gerais, tendo adquirido a sua formação na Europa (1985) e Ásia (1994), após concluir ocurso superior. Fundou o Instituto LAM RIM em 1998. Os Ritos Tibetanos, guardados em segredo por milénios nos mosteiros do Himalaia, consistem numa série de exercícios físicos rituais, cuja prática harmoniza o funcionamento das glândulas relacionadas com o envelhecimento e são considerados a chave da fonte da juventude. Estes Ritos foram transcritos para um livro da autoria de Eneida Magalhães Caetano, a sua primeira obra escrita. O livro “Os 21 Ritos Tibetanos” já foi lançado em vários países. Em Dezembro, a obra será lançado na Madeira, numa data a anunciar, e editada por O Liberal. Para a elaboração desta obra, Eneida Magalhães Caetano dispensou horas, dias, semanas e meses a fio na recolha de informações concretas. Foi nos próprios locais, como no Tibete, que Eneida Magalhães Caetano recolheu as ideias e transmitiu na originalidade para este livro.“Foi muito tempo de prática, de estudo e de trabalho”, referiu. Os Ritos Tibetanos, registrados neste livro, podem ser realizados por qualquer pessoa. No entanto, a ajuda de um profissional é fundamental. “Os exercícios podem ser feitos com calma, não é necessário que as pessoas façam os21 Ritos, podem optar por começar a fazer aqueles que, na sua opinião, lhes irá ajudar num determinado momento”, disse a autora. Através desta obra, Eneida Magalhães Caetano quis transmitir todos os seus conhecimentos, porque segundo referiu, “a saúde está nas nossas mãos”.Durante todos os locais por onde passou, o que mais a marcou foi “a simplicidade, a nossa saúde, a nossa qualidade de vida,acontece a partir do excêntrico,do natural, quanto mais retornarmos isso, maior a qualidade também”, afirmou. Esta obra cumpriu os objetivos pretendidos da autora que mostrou-se muito satisfeita como resultado.“O meu objectivo era escrever tudo aquilo que eu aprendi, através dos cursos, dos alunos, das informações no Tibete, e conseguir transmitir essa mensagem, esses ensinamentos. E, consegui”,disse ao Tribuna. “Quando comecei a escrever os meus conhecimentos no papel, pensei que o livro iria ficar restrito aos meus amigos, conhecidos, que me incentivaram muito a escrever esta obra. Mas, afinal, tem muita procura”, afiançou. Terapia ‘LAM RIM’O Instituto LAM RIM foi fundado por Eneida MagalhãesCaetano em 1998. O LAM RIM, expressão que significa ‘etapas do caminho’, é uma terapia corporal de origem tibetana. A técnica é um processo gradual em direção à saúde e ao auto-conhecimento. O segredo, segundo a professora e terapeuta Eneida Magalhães Caetano, “é recuperar a qualidade de vida através da natureza, como a água, ervas medicinais, terra, respiração e conhecimento”. E explicou: “O LAM RIM é uma técnica milenar de relaxamento, desintoxicação e equilíbrio. Consiste em exercícios físicos que trabalham a musculatura profunda, onde está gravada a nossa história de vida.”A terapia LAM RIM está referenciada e explicada neste livro. Eneida Magalhães Caetano aconselha as pessoas, em caso de sentirem necessidade e não se encontrarem bem, “a procurar a ajuda de profissionais, até encontrar o ideal, e isso as pessoas sabem quando encontraram a pessoa que lhes está a ajudar”, disse. Para finalizar, Eneida Magalhães Caetano deixa uma mensagem aos madeirenses: “Que apareçam em Dezembro, quando o livro for lançado, que o leiam,que pratiquem os Ritos referidos na obra, e se for necessário que solicitem sempre a ajuda de um bom profissional.”

Sara Silvino

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Coluna de Paulo César de Oliveira e Marcelo Rios

Hoje, das 19 horas às 21 horas, no Palácio das Artes, a terapeuta Eneida Caetano estará autografando seu livro Os 21 Ritos Tibetanos, com informações sobre exercícios, meditação, revitalização e rejuvenescimento.

A autora é fundadora do Instituto LAM RIM de Minas Gerais e teve sua formação na Europa e na Ásia. Viveu no Tibet, aprendendo com os monges o LAM-RIM (Etapas do Caminho) e outras técnicas e rituais que retardam o envelhecimento.

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Blog de João Carlos Amaral

Será lançado dia 21 de agosto, às 19 horas, no Palácio das Artes, aqui em BH, o livro Os 21 Ritos Tibetanos da escritora Eneida Magalhães Caetano (do Instituto LAM RIM), prima do nosso Procurador-geral de Justiça de Minas, Jarbas Soares Jr. Leia, agora, a entrevista exclusiva, dada para o nosso Blog De Notícias.

O que são os 21 Ritos Tibetanos?

São exercícios físicos milenares, rítmicos e ritualísticos, que os tibetanos praticam com método e dedicação, para se fortalecerem e poderem suportar a adversidade, mantendo a saúde, vitalidade e bem-estar.

Como você conheceu os Ritos Tibetanos?

Eu já trabalhava com terapia corporal há muitos anos e por isso já os conhecia através do livro clássico de Peter Kelder, A Fonte da Juventude. Quando fui fazer uma especialização na Holanda, em 1985, vi a oportunidade de intensificar minha prática e perceber mudanças significativas em minha vida. Decidi então ir ao Tibete para aprofundar- me neste conhecimento e estudar sua origem.

Por que escrever este livro?

Desde o livro citado acima, lançado em 1939, havia uma lacuna bibliográfica sobre a sequência completa dos ritos tibetanos. Após uma viagem de seis meses ao Oriente, e práticas nos mosteiros tibetanos recebi autorização para compilar toda a sequência dos 21 ritos, praticamente desconhecidos no Brasil. A ideia do livro surgiu de uma necessidade de meus alunos do Instituto LAM RIM para acompanharem, em casa, os exercícios de uma maneira correta.

Como está a organização dos ritos no livro?

Trata-se de uma sequência completa dos 21 ritos divididos em três etapas, cada qual contendo sete ritos, onde cada rito traz um benefício específico, individual e daquela etapa. Com breves flashes de minha experiência no Oriente contextualizo a viagem e o ambiente dos mosteiros.

Quais os benefícios em se praticar os Ritos Tibetanos?

Os benefícios são inúmeros. Todos os Ritos tem o poder de ativar nossas glândulas, retardando o envelhecimento, promovendo uma revitalização física e nos proporcionando maior clareza mental, dentre outras coisas. Mas cada rito traz um benefício específico, potencializando uma área determinada de nosso corpo.

Quanto tempo se gasta para fazer toda a sequência dos 21 ritos?

Na fase inicial, quando ainda estamos aprendendo, necessitamos de um tempo maior, mas com a pratica gastamos aproximadamente 40 minutos para executar 21 vezes os 21 Ritos. Os tibetanos são extremamente disciplinados mas também condescendentes, pois consideram o ritmo de vida de cada um. Com a vida agitada que levamos, eles nos garantem que 3 ou 7 exercícios inicialmente, repetindo-os no mínimo 3 vezes cada um, duas vezes por semana, nos trará maior equilíbrio, e a própria prática nos ajudará a sermos mais organizados e a termos tempo para nós mesmos.

Como saberei escolher um rito melhor para iniciar a prática?

Isto é ensinado no livro e no curso dos 21 Ritos Tibetanos. Cada rito tem sua descrição e seus objetivos fisiológico e sutil. Aprendemos a escolher o rito que mais benefício nos trará e de acordo com o momento da vida que passamos. Segundo os tibetanos, devemos primeiramente cuidar do nosso corpo, que é a nossa morada, com muita dedicação, para prevenirmos diversas doenças e garantirmos uma melhor qualidade de vida, para depois cuidar do outro. Todos os ritos são simples, objetivos e de fácil execução. Praticando diariamente colhe-se resultados rapidamente.

Adquirindo o livro eu posso praticar os ritos sem o auxilio de um instrutor?

Sim, este é o maior objetivo do livro e dos monges tibetanos: disseminar o conhecimento dos ritos de tal maneira que as pessoas possam beneficiar-se deles sem precisarem sair de sua casa, sem rotina monástica ou qualquer crença. Pode-se praticá-los em qualquer lugar e sem qualquer sofisticação.

Durante quanto tempo preciso praticar para observar os primeiros resultados?

Os resultados são quase imediatos e dependerá de pessoa a pessoa. Para alguns, os benefícios começam a se manifestar imediatamente após uma prática disciplinada. Quanto maior o tempo de prática maiores serão os benefícios, mas mesmo quem pratica apenas 3 ritos duas vezes por semana já colhe resultados. Embora para um resultado mais concreto, é preciso disciplina, o tempo de cada um pode variar de acordo com a sua dedicação.

Como os ritos são praticados pelos tibetanos?

Os tibetanos se utilizam dos ritos como forma de desenvolvimento pessoal, fortalecimento físico e mental, percepção de comportamentos inadequados, como método preventivo de doenças e como sedimentação de laços e também como uma forma de terapia. Eles se reúnem em família para praticar os ritos como um momento sagrado.

Houve alguma adaptação nos ritos para serem praticados pelos ocidentais?

Não, eu os ensino aqui, no Instituto LAM RIM, exatamente da mesma forma como aprendi com os Monges Tibetanos e que estão descritos no livro, com a mesma objetividade e simplicidade praticados por eles.

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Jornal O Tempo

O desvendar dos 21 ritos tibetanos Técnica criada pelos monges e guardada em segredo durante séculos equilibra o metabolismo e a energia vital ANA ELIZABETH DINIZ/ ESPECIAL PARA O TEMPO

Guardados em segredo por milênios nos mosteiros do Himalaia, os 21 ritos tibetanos, cuja bibliografia foi queimada pelo Exército Vermelho na segunda invasão chinesa do Tibete, até então não haviam sido publicados no mundo ocidental. A terapeuta corporal Eneida Magalhães Caetano transformou seu aprendizado junto aos monges tibetanos no livro “Os 21 Ritos Tibetanos”, em que revela os segredos desses exercícios físicos cuja prática diária harmoniza o funcionamento das glândulas relacionadas com o envelhecimento e são considerados a chave da fonte da juventude. Eneida Magalhães é terapeuta, tem formação em medicina preventiva tibetana, medicina tradicional chinesa, shiatsu, acupuntura, psicobioenergética, cuidados posturais, meditação, geoterapias, kum nye e cura prânica. Em entrevista, ela fala sobre os benefícios de se praticar os ritos tibetanos.

 

O TEMPO – Como surgiu o seu interesse por esta técnica tibetana?
Eneida Magalhães – Desde pequena eu sempre tive muito interesse pelos trabalhos de cura e pelo Tibete. Eu queria conquistar o meu equilíbrio. Meu pai é advogado e minha mãe era raizeira. Assim, vim de uma família que integrava o conhecimento científico aos poderes da cura. Aos 16 anos, comecei a pesquisar e trabalhar com técnicas corporais. Foi quando conheci os ritos e o livro “A Fonte da Juventude”, de Peter Kelder. Em 1985, fui para a Holanda onde fiz especialização em lam rim, terapia corporal tibetana que trabalha a musculatura profunda onde está a energia concentrada do trauma. Lá os professores que praticavam os ritos tibetanos me incentivaram a participar da prática diária e eu vi em mim mesma os resultados. Voltando ao Brasil, continuei a praticá-los e tive a oportunidade de ensiná-los aos meus clientes. Mais uma vez, vi resultados surpreendentes e, então, decidi ir ao Tibete para estudá-los com mais profundidade.

 

O que são os ritos?
São exercícios físicos que devem ser praticados com ritmo para se equilibrar o metabolismo. Eles são ritualísticos porque, quando praticados com intenção, a pessoa estabelece uma conexão consigo. Os ritos têm a função de revitalização e relaxamento, equilibram as nossas sete glândulas endócrinas que, na Índia, são chamadas de chacras. Os tibetanos dão a eles o nome de vórtices, ou simplesmente, centros de energia. Como cada rito traz benefícios específicos podem ser selecionados aqueles mais adequados ao momento particular do indivíduo.

 

Como os ritos deixaram de ser segredo e se tornaram acessíveis?
Os tibetanos acreditam que as pessoas têm um momento certo de receber as informações que vêm como dádivas. Uma característica dos tibetanos é que eles não percorrem o mundo levando sua doutrina, ao contrário dos indianos que eram peregrinos, ou dos católicos que saíam em catequese. Como o Tibete era um país fechado e de difícil acesso, a cultura de seu povo ficou intocada por muitos milênios. Eles consideram que até mesmo a invasão chinesa gerou benefícios, pois provocou uma situação em que eles, ao se refugiarem em outros países, acabaram levando sua cultura para o Ocidente, possibilitando que ela ficasse acessível aos buscadores.

 

Os ritos são praticados apenas pelos monges?
Não, os monges desenvolveram essa técnica para se fortalecer, pois viviam em um lugar onde o clima é inóspito e a alimentação, escassa. Ora neva ora é desértico. As distâncias de outros povoados são enorme. Os tibetanos dizem que essa técnica foi dada a eles pela proximidade com o céu, com o divino, para suportar todas essas dificuldades. No Tibete, é comum as famílias se reunirem para praticar os ritos e para falar sobre os problemas e dificuldades. Eles vêem tudo como uma questão de escolha e aquiescência. Se você escolhe estar fora do caminho, os outros não se responsabilizarão.

 

Quais os benefícios para a saúde?
Inúmeros. Os ritos ativam as glândulas responsáveis pelo envelhecimento, gerando uma economia da energia vital, que nos é dada em cota única. Esse desgaste da energia vital é uma das causas da degeneração orgânica, por isso encontramos tantas pessoas que têm a mesma idade, mas sua expressão, pele e vitalidade são completamente diferentes. Os ritos são praticados em sequências e cada uma delas traz benefícios específicos para a vitalidade.

 

Qual a diferença entre os ritos e a ioga ou o tai chi chuan?
Os Ritos têm uma simplicidade impressionante e, uma vez aprendidos, a pessoa está apta a praticá-los sozinha e em qualquer ambiente, sem utilização de qualquer outro recurso. Hoje, muitos profissionais de ioga e tai chi incorporam os ritos em suas aulas.

 

Qual a relação entre os ritos e as glândulas?
Esses exercícios ativam as glândulas, através de movimentos ritmados, como também as partes não usadas de nosso cérebro. Atuam sobre outras fontes de energia como a respiração e o movimento.

 

Para praticar os ritos é necessário fazer toda a sequência de 21 ritos?

Não. Os tibetanos ensinam que temos de ser condescendentes conosco e com o nosso momento. Você pode escolher o rito que mais se encaixa em cada momento da sua vida e praticá-lo por apenas dez minutos. Isso lhe dará forças para superar essa dificuldade sem prejuízo para sua saúde. Caso deseje, pode aumentar o tempo da prática ou o número de exercícios na medida em que for se organizando e tendo mais tempo para você mesmo.

AGENDA – O livro “Os 21 Ritos Tibetanos” será relançado na próxima sexta-feira, dia 31, às 20h, no Instituto Lam Rim (rua Jequitibá, 50, Vale do Sereno), quando haverá uma fogueira e recital de música indiana. É imprescindível confirmar presença através do telefone: 3286.3089 ou pelo email: instituto@lamrim.com.br

Publicado em: 28/08/2007

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Déa Januzzi, caderno Bem Viver do Estado de Minas

Os 21 exercícios tibetanos que prolongam o bem-estar e a saúde dos praticantes.

Eneida Caetano lança em agosto de 2007 um manual prático de atividades físicas para quem quer se exercitar em casa.

Há mais de 20 anos, Eneida Magalhães Caetano se dedica ao estudo e à prática das ciências tibetanas. Inclusive, esteve com mestres do Tibete, e pôde beber, na fonte, toda a vivência e sabedoria sobre o processo de cura por meio de exercícios com o corpo. Guardados em segredo por milênios nos mosteiros do Himalaia, os 21 ritos tibetanos consistem em uma série de exercícios físicos, cuja prática diária harmoniza o funcionamento das glândulas relacionadas à longevidade. “São considerados como fonte da juventude”, explica ela. Formada em comunicação, Eneida se especializou em expressão do corpo, mas ainda sofria “por ser uma pessoa muito fechada, exigente consigo mesma, perfeccionista”. Com rugas na testa, dores na coluna e no estômago e dificuldades de entregar-se aos relacionamentos, ela viajou para a Holanda, em 1985, onde conheceu a terapia LAM RIM e os 21 ritos tibetanos, que mexem com os nossos traumas e bloqueios, ativando as glândulas responsáveis pelo envelhecimento do corpo.

Além dos cursos, ela se submeteu ao tratamento e voltou encantada com os resultados, passando a aplicar as novas técnicas em seus clientes. Em 1994, fez uma viagem de seis meses pelo Oriente, fazendo cursos e conhecendo os mosteiros que adotavam a terapia Lam Rim, não apenas no Tibete, mas também no Nepal, Tailândia, Malásia, Cingapura, Indonésia e Índia.

Ao retornar, inaugurou o Instituto Lam Rim, no Vale do Sereno, em Nova Lima. Além de professora de ioga, shiatsu, acupuntura, cuidados posturais, meditação, banhos medicinais e hidrofitoterapia, Eneida dá cursos sobre os 21 ritos tibetanos, com oito horas de aula, em dois dias seguidos. “O objetivo é que as pessoas aprendam e depois façam sozinhas em casa.”

Com a correria da vida contemporânea, Eneida quer que todos conheçam os benefícios proporcionados pelos ritos tibetanos. Acaba de escrever e editar um livro sobre o tema, que será lançado, em 21 de agosto, às 19h, no Palácio das Artes. “É um manual didático, de fácil leitura, onde ensino a praticar os exercícios passo a passo. Cada um pode escolher um rito para momentos específicos, seja de mágoa, para renascer, soltar as asas, perdoar-se, equilibrar-se, encontrar o caminho do autoconhecimento, plantar as sementes, entre outros rituais que vão também ajudam na recuperação da energia vital perdida em um invólucro de hostilidade e competição.”

A prática diária dos ritos ativa, segundo Eneida, “uma região secreta do cérebro, responsável pelo prazer e pela longevidade. Proporciona um estado elevado de consciência, de harmonia e união. Além dos benefícios diretamente ligados ao corpo físico, promove a resolução sutil de questões emocionais e comportamentais, sem a necessidade de qualquer racionalização. Desperta as infinitas possibilidades que cada um de nós tem,” diz.

Não é preciso ser adepto da filosofia budista ou ter qualquer crença mística para praticar os exercícios rítmicos e ritualísticos. Ela, por exemplo, pratica todos os dias o rito 13, pois “fortalece as nossas energias e atrai o que é melhor para a gente mesmo.” Qualquer que seja o rito escolhido para combinar com as suas emoções é preciso repetir cada um 21 vezes, todos os dias, de 30 a 40 minutos. Eles são divididos em três etapas, cada uma com sete ritos, de acordo com objetivos específicos. “No livro, há uma progressão entre as etapas, sendo que a passagem de um rito para o outro ocorre de forma suave, e toda sequência se desencadeia numa lógica perfeita.”

Não há contra-indicações, a não ser para as grávidas e pessoas com problemas de coração e de coluna. “O importante é a prática regular, mesmo que, no início, não seja possível crer em todos os seus benefícios. Com o tempo, o corpo dará o testemunho de bem-estar e saúde. Como os exercícios têm a função de revitalização e relaxamento podem ser praticados tanto pela manhã quanto à noite, pois fornecem a disposição necessária para o despertar ou alivia o cansaço antes de dormir,” explica.

O psicólogo Natham Ribeiro Martins encontrou nos 21 ritos tibetanos o mapa do tesouro. “Em uma sociedade marcada pelo descaso com os semelhantes, a melhor forma de mudança passa necessariamente pela educação e pelo autoconhecimento. Os ritos tibetanos mostram como podemos, de uma forma simples e efetiva, começar por nós mesmos esse processo de transformação.”

A dentista Virgínia Cerqueira também tem se beneficiado com a prática dos ritos, “que são um maravilhoso recurso de crescimento e de cura. Poderosos na sua simplicidade, são capazes de proporcionar grande prazer e alegria de viver.”

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Déa Januzzi, caderno Bem Viver do Estado de Minas

Mais do que a mente, o corpo registra todos os traumas vividos. Eles ficam gravados na história de cada um, como uma energia bloqueada que pode causar doenças. “O corpo tem uma memória fantástica”, confirma Eneida Magalhães Caetano, de 46 anos, especialista na terapia lam-rim. “A mente pode não se lembrar de algumas coisas. Ou ter lembranças que não correspondam a verdade. O corpo, porém , não mente. Ele registra tudo o que uma pessoa viveu”, explica.

Eneida encontrou na medicina tibetana o que estava buscando. “O LAM-RIM, cujo significado é Etapas do Caminho, desperta o que até então estava adormecido. É como uma bola imensa na água: ela está lá. Mas só quem está segurando a bola sabe. Quando a pessoa relaxa e para de gastar energia segurando esta bola debaixo d´água, ela vem á tona e, então está na hora de resolver o que fazer com ela. De distribuir essa energia pelo corpo de uma forma melhor.

Fundadora, há sete anos, do Instituto LAM-RIM, no Vale do Sereno, em Nova Lima, Eneida, porém trabalha com massagem e exercícios curativos desde 1976. Tem formação em medicina preventiva tibetana e chinesa, shiatsu, bioenergética, cuidados posturais, banhos medicinais e meditação. Morou e estudou no Oriente, em mosteiros do Tibet, Tailândia, Nepal e Índia, além de Amsterdã, na Holanda. Esteve em 10 países para aprender mais sobre as técnicas, ritos tibetanos e meditação.

Ela conhece a história do LAM-RIM que foi proibido pelos chineses depois da segunda invasão ao Tibet em 1959. Na primeira invasão diz, “os chineses não entenderam porque foram derrotados, já que os tibetanos não usavam nenhum tipo de arma nem força física. Não aceitavam comandos, não resistiam, não colaboravam e, ainda assim venceram, passando todo tipo de privação. A população teve fome, frio, dor mas sobreviveu com saúde. Na segunda invasão, os chineses entraram destruindo mosteiros e proibindo todo tipo de prática, ateando fogo em bibliotecas e matando quem se atrevia a desobedecer”. Eneida explica que, até então, só os tibetanos tinham acesso aos conhecimentos do LAM-RIM. “Com a fuga dos monges, incluindo o Dalai-Lama, os ensinamentos foram passados para os outros povos. Os refugiados foram obrigados a ensinar como forma de sobreviver em outros países”.

No Tibet, um terapeuta LAM-RIM é responsável por toda uma família. “Eles praticam os exercícios em grupo. Se um deles adoece, a responsabilidade é do terapeuta, porque ele deveria ter percebido o desajuste que causou a doença. Assim o terapeuta cuida do tratamento, que inclui ervas, meditação e massagens. No Brasil, é mais comum as pessoas procurarem o lam-rim quando apresentam algum sintoma físico ou distúrbio comportamental, enquanto que no Tibet, os exercícios tem caráter preventivo, mas também são usados, quando necessário, para a cura.”

A descoberta dessa terapia revelou um caminho fascinante para Eneida. “os exercícios vão soltando o corpo e modificando padrões antigos, movimentando a energia condensada por algum trauma. Com aulas uma vez por semana de 50 minutos cada, os exercícios trabalham a musculatura profunda”, esclarece. A terapia dura, em média, quatro meses, com apenas um tipo de exercício por sessão. São posturas simples, mas que mexem com as emoções e as lembranças. “Não tem nada de performance, mas eles conseguem desmanchar a resistência que as pessoas têm de entrar no processo terapêutico.

Apesar de a terapia ter sido adaptada à cultura ocidental, Eneida lembra que as doenças, porém não são diferentes de um país para o outro. “Os sintomas partem de traumas e disfunções. O grau de impaciência dos ocidentais para a cura, porém é maior do que o dos orientais. Assim como nossa facilidade para adoecer.”

Eneida lembra que o LAM-RIM não trata doenças mas os sintomas e causas. “Por isto, é difícil curar, por exemplo, dependentes de drogas, porque eles não querem ser tratados e normalmente não aceitam ser tocados. É preciso que o paciente queira a cura para que atinja os objetivos. Porém, não é necessário acreditar. O trabalho é técnico, e é preciso fazer, não crer, para comprovar sua eficiência. A terapia pode também ajudar a recuperar pessoas com traumas físicos e psicológicos causados por acidentes. Mas depois de uma cirurgia, é preciso esperar quatro meses para começar o tratamento.”

A psicóloga Valéria Miranda Tolentino, de 38 anos, conseguiu desatar em sua vida muitos nós que a impediam de crescer e fazer as mudanças de que precisava. “Algumas questões emocionais estavam embaralhadas, até que conheci Eneida e os exercícios LAM-RIM. Foi uma agradável surpresa encontrar um processo terapêutico tão simples, mas poderoso, que trabalha a energia como um todo. Aos poucos, as coisas vão ficando claras, mais fluidas”.

Por ser psicóloga, Valéria teve um pouco de resistência. Não queria ir às primeiras sessões porque a terapia atinge níveis muito sutis. “Quando você percebe já conseguiu desbloquear emoções represadas por anos a fio. E também fazer as transformações necessárias, com muita leveza.”

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Caderno Magazine Esotérico de O Tempo

O LAM-RIM é uma expressão tibetana que significa “etapas do caminho”. É uma terapia corporal, um processo gradual em direção à saúde e ao autoconhecimento. Trabalha com a ideia da unidade corpo-alma, segundo a qual a história de vida deixa suas marcas registradas no corpo. Consiste em exercícios físicos lentos que trabalham com a musculatura profunda, onde estão gravadas as experiências mais relevantes do ser, transformando traumas e bloqueios em energia revitalizadora. A sessão dura cerca de uma hora e pode ser realizada individualmente ou em grupo.

Para explicar a técnica, O TEMPO conversou com Eneida Magalhães Caetano, 46, a única terapeuta LAM-RIM em Minas Gerais. Em 1998, ela começou a trabalhar com a técnica depois de se especializar em Amsterdã e na Tailândia.

Como o LAM-RIM é utilizado no Tibete?

Como um trabalho de corpo que movimenta a energia condensada no momento de algum trauma ou bloqueio. Quando ocorre a liberação bioquímica, acontece simultaneamente a expulsão da energia que foi condensada no momento do trauma e que gera comportamentos repetitivos e recorrentes. Os tibetanos consideram que essa energia encapsulada retém ácidos, sais e xantinas (resultado da alimentação celular que o organismo não consegue eliminar) e é a causa da maioria das doenças. Eles acreditam que se o indivíduo estiver com o corpo fortalecido e equilibrado. as doenças viróticas não nos afetam.

Como a técnica age sobre o corpo?

O foco é a combinação de vários movimentos que vão trabalhar músculos específicos e pouco requeridos no cotidiano. O LAM-RIM atua sobre o sistema muscular, induzindo um alongamento profundo e uma consequente sensação de relaxamento, descontração e leveza. O vigor surge com a tonificação da circulação sanguínea. A técnica é centrada na unidade corpo-alma e trabalha as marcas registradas no corpo pela história de vida de cada um. Traumas, obstáculos antigos. tensões, decepções ou dores podem se manifestar. Ao evocar movimentos corporais lentamente, num ambiente calmo e silencioso, a terapia favorece a revelação de conteúdos esquecidos, quando focaliza a atenção sobre determinado ponto. O terapeuta orienta o movimento seletivo de todo o corpo lenta e gradualmente. Todas as regiões vão sendo trabalhadas com movimentos e velocidades específicas e os sistemas orgânicos são demandados lentamente. O LAM-RIM ensina que temos uma cota de energia vital para ser utilizada em cada etapa da vida.

Quando economizamos essa energia e a repomos por meio da respiração, alimentação, movimentos e pensamentos adequados, asseguramos nossa saúde e longevidade, iniciando-se um processo de rejuvenescimento. Por outro lado, se exaurimos essa cota, adoecemos e aceleramos nossa degeneração e envelhecimento.

Quais os ganhos secundários?

O resgate da história de vida, autoconhecimento, aumento da auto-confiança e auto-estima, equilíbrio motor, sensorial e intuitivo por meio de maior oxigenação das regiões cerebrais bloqueadas, restabelecimento da espontaneidade, calma, lucidez e discernimento em situações conflitantes e estressantes, transformação dos padrões psíquicos negativos (ansiedade, angústia, insatisfação e depressão) em energia revitalizante e criativa, aumento da capacidade de sentir prazer, fortalecimento do corpo sutil, aumento do sistema de defesa energética, maior inteireza e presença de si, transmutação de padrões de comportamento indesejado e repetitivo motivados por impulsos involuntários conscientes ou não.

Quem procura o LAM-RIM?

Os homens procuram mais que as mulheres. A técnica é mais dura e exige mais trabalho muscular. Infelizmente, não existe uma cultura preventiva. As pessoas buscam as terapias complementares quando a doença já foi diagnosticada. Muitas estão com câncer, um sinal clássico de que passaram a vida se dedicando ao outro e esqueceram de si. Outras sofrem de dores emocionais. Quando isso ocorre elas já perderam o contato com si mesmas. Já desenvolveram defesas e optaram por um estado de frieza com o mundo e com o outro. Perderam o prazer em compartilhar. Outras pessoas se tornam inflexíveis e geram doenças degenerativas. E o pior: algumas pessoas deletam o seu corpo sutil, perdem o brilho, a vitalidade e a energia. Outros indivíduos, para preservar o seu espírito optam pela loucura.

O mundo nos atinge em que dimensão?

Quando deixamos que as pessoas nos invadam, geramos adoecimento. Quanto mais valorizamos a razão em detrimento de nossas necessidades fisiológicas, quanto mais controle e censura, maior a probabilidade de nos traumatizarmos. A forma pessoal como reagirmos às situações podem ser adoecedoras ou transformadoras.

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Guga Entrevista Eneida

Como o LAM-RIM é utilizado no Tibet?

O LAM-RIM é parte da medicina tibetana. É um trabalho de corpo que movimenta a energia que foi condensada no momento de algum trauma ou bloqueio, que os tibetanos consideram como causas e sintomas da maioria das doenças. Eles acreditam que se a gente estiver com o corpo fortalecido e equilibrado, nem as doenças viróticas nos afetam.

Como é a medicina tibetana?

A medicina tibetana se baseia em ervas medicinais com uso sistêmico e tópico, meditação, massagens e o LAM-RIM, que são exercícios que trabalham com a musculatura profunda, onde está gravada a nossa história de vida. O interessante é que, inclusive, alguém pode meditar por uma pessoa doente. A meditação pelo outro é feita quando o doente está incapaz e ele mesmo não consegue entrar em consciência meditativa e se sente ausente, deprimido, com pouca vitalidade corporal. As massagens funcionam quase como um pronto-socorro, são poucas sessões, até darmos conta dos processos e passamos para a terapia corporal LAM-RIM, que é a última etapa para uma vida livre e saudável.

Como o LAM-RIM foi descoberto pelos ocidentais?

O LAM-RIM foi proibido pelos chineses depois da segunda invasão ao Tibet, em 1959. Na primeira invasão, eles não entenderam porque foram derrotados: os tibetanos não usavam nenhum tipo de arma nem força física. Não aceitavam comandos, não resistiam, não colaboravam e ainda assim, venceram, passando todo tipo de privação. A população teve fome, frio, dor, mas sobreviveu com saúde. Na segunda invasão, os chineses entraram destruindo mosteiros e proibindo todo o tipo de prática, pondo fogo em bibliotecas e matando quem se atrevia a desobedecer. Até então, só os tibetanos tinham acesso aos conhecimentos do LAM-RIM. Com a fuga dos monges, incluindo o Dalai Lama, os ensinamentos foram passados para outros povos. Os refugiados foram obrigados a ensinar como forma de sobreviver em outros países.

O LAM-RIM é conhecido no mundo todo?

Não. No Brasil, por exemplo, somos apenas três terapeutas. Sou a única em Minas Gerais.

Onde você aprendeu as técnicas do LAM-RIM?

Primeiro em Amsterdam, na Holanda e depois no Tibet, há mais de dez anos. Eu já trabalhava com terapias curativas e a descoberta do LAM-RIM apontou um caminho fascinante. Já obtive resultados impressionantes com meus pacientes.

Qual é o trabalho do terapeuta LAM-RIM?

No Tibet, ele é responsável por uma família que pratica o LAM-RIM em grupo. Se um membro adoece, a responsabilidade é do terapeuta, porque ele deveria ter percebido o desajuste que causou aquela doença. Assim, ele fica responsável pelo tratamento, que inclui ervas, meditação e massagens. No Brasil, é mais comum as pessoas procurarem o LAM-RIM quando apresentam algum sintoma físico ou desajuste comportamental, enquanto no Tibet o LAMRIM tem um caráter mais preventivo, mas também é usado, quando necessário, para a cura. Quando a cura não ocorre, é porque é hora de preparar o espírito para ir embora.

O que você chama de desajuste comportamental?

É quando, por exemplo, a pessoa fica “atacada”, perde o controle, fica deprimida ou se entrega a algum vício. Ainda assim, o LAM-RIM consegue transmutar a energia que ficou retida no corpo da pessoa, que é o que a faz agir dessa maneira.

Você falou sobre preparar o espírito para ir embora. Qual a relação do LAM-RIM com a morte?

No Tibet, as pessoas aceitam a morte com naturalidade. Em geral, o sofrimento do doente dura pouco porque eles não usam práticas invasivas ou corretivas como cirurgias, aparelhos de respiração etc.

Houve alguma adaptação dessas práticas no Ocidente?

Por causa da nossa cultura, alguns exercícios foram adaptados. As doenças não são diferentes. Os sintomas partem das mesmas causas: traumas e outras disfunções. Mas o nosso grau de impaciência para sarar é maior que dos orientais, assim como nossa facilidade para adoecer. Os primeiros monges que chegaram na Europa ensinaram as técnicas de LAM-RIM e os alunos fizeram algumas experiências com grupos de pessoas que apresentavam os mesmos sintomas, aplicando os mesmos exercícios. Os resultados foram positivos, comprovando o sucesso e trazendo aceitação.

Doenças como a Síndrome do Pânico podem ser tratadas pelo LAM-RIM?

A princípio, o LAM-RIM não trata doenças, mas a causa que levou àquela doença ou manifestação. Para O LAMRIM, é difícil tratar neuróticos e dependentes de drogas porque eles não querem ser tratados e normalmente não aceitam ser tocados. É preciso que o paciente queira a cura para que atinjamos nossos objetivos. Porém, não é necessário acreditar. O trabalho é técnico, e é preciso fazer e não crer para comprovar sua eficiência.

O LAM-RIM pode tratar vítimas de acidentes?

O LAM-RIM pode ajudar a recuperar muitos dos traumas físicos e psicológicos causados por acidentes. Mas após uma cirurgia, é preciso esperar quatro meses para começar o tratamento LAM-RIM.

Como funciona, afinal?

O LAM-RIM trabalha tornando acessível o que estava encouraçado. É como uma bola imersa na água: ela está lá, só quem está segurando sabe dela. Quando você relaxa e pára de gastar energia segurando aquela bola debaixo d’água, ela vem à tona e então está na hora de resolver o que fazer com ela. Você pode distribuir melhor sua energia pelo corpo.

Então, o LAM-RIM nos equilibra energeticamente?

Em geral, no nosso corpo, quando uma parte está com muita energia, outra parte está com pouca. Cada um vive o tratamento no seu tempo: alguns sentem imediatamente desbloqueio, prazer e clareza mental. Para outros, é trabalho pesado, demorado e tedioso. Mas o resultado é sempre a liberdade, o bem-estar e o equilíbrio físico, emocional, social, mental e espiritual. As mudanças são complexas e sutis.

É possível então criar novos padrões?

Sim. No LAM-RIM não trabalhamos com a memória, mas sim com a sensação e com as energias que foram condensadas. Às vezes, a memória pode nos enganar, apagando o que aconteceu ou transformando o que foi verdade. Os exercícios vão soltando o corpo e modificando os padrões.

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Caderno Magazine Esotérico de O Tempo

Conte um pouco como foi a sua busca pelo conhecimento sobre os 21 ritos tibetanos.

Desde pequena eu sempre tive um interesse pelos trabalhos de cura e pelo Tibet e como conquistar nosso próprio equilíbrio. Meu pai é advogado e minha mãe era raizeira e desta forma vim de uma família onde se juntava o conhecimento cientifico e os poderes da cura. Aos 16 anos comecei a pesquisar e trabalhar com técnicas corporais, foi quando conheci os ritos e o livro do Peter Kelder. Ao me formar fui para Holanda fazer especialização e também meditação Tibetana. Lá os professores que praticavam os ritos me incentivaram na pratica diária e eu vi em mim mesma os resultados. Voltando ao Brasil continuei a praticá-los e tive a oportunidade de ensiná-los a meus clientes, mais uma vez vi resultados surpreendentes e decidi então ir para o Tibet, para estudá-los com mais profundidade.

O que são os ritos?

São exercícios físicos ritualísticos que devem ser praticados com ritmo. O movimento físico feito com ritmo equilibra o metabolismo e é ritualístico quando no momento em que você o pratica põe uma intenção, está presente consigo mesmo.

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cultura@hojeemdia.com.br – HOJE EM DIA, BELO HORIZONTE, TERÇA-FEIRA, 21/8/2007

 

Livro oferece

‘Os 21 Ritos Tibetanos’

 

LANÇAMENTO

Terapeuta Eneida Magalhães Caetano escreve sobre as receitas que levam à paz e realização.

ALÉCIO CUNHA REPÓRTER

De Eneida Magalhães Caetano. Lançamento hoje, a partir de 19 horas,  no Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1537, Centro).

Mineira de São Francisco, desde 1976 estudando os meandros da cura corporal, a terapeuta Eneida Magalhães Caetano despe minudências de seu aprendizado no livro “Os 21 Ritos Tibetanos”, publicado pelo Instituto Lam-Rim, de Nova Lima. A obra será autografada hoje, a partir de 19 horas, no Palácio das Artes. Ligados umbilicalmente à meditação, à revitalização e ao rejuvenescimento do ser humano, o livro de Eneida é um manual prático e sintético sobre os processos de cura por meio de exercícios de natureza corporal. “Todos nascemos com uma cota única de energia vital, a fonte da vida e da juventude. O estoque dessa energia garante nossa vitalidade em reservas suficientes para todas as etapas da vida. Essa quantidade de energia que trazemos conosco, assim que utilizada, não é reposta. Aí encontramos uma das principais causas do envelhecimento”, frisa a autora. “Quando passamos por situações de estresse, seja por doenças, pressões emocionais ou de qualquer outra ordem, a energia vital que desprendemos nesse momento pode ser muito maior do que aquela predeterminada para a etapa em que nos encontramos. O que fazer, então, para não esgotarmos nosso estoque de energia vital antes do tempo e garantirmos uma vida longa e saudável?”, indaga Eneida. Na visão da terapeuta, o combate a este tipo de esgotamento pode ser feito de maneira simples e eficaz, mas que exige muita determinação. “Basta incluirmos em nossa rotina hábitos de harmonização e equilíbrio que mantenham a energia vital, buscando obter energia de outras fontes disponíveis no universo e, assim, a nossa capacidade de economizar nossa preciosa reserva será ativada. É preciso, para isso, fazer uma alimentação saudável e cuidar das funções de excreção do organismo, intercalar momentos de atividade física e de repouso, prezar pela qualidade do ar e atentar para os movimentos de inspiração e expiração e, também, dedicar um tempo à meditação para se desfazer do ritmo incessante dos pensamentos”, observa a autora.

“Os 21 Ritos Tibetanos”

 

AUTORA E CAPA da publicação:

“manual prático e sintético sobre os processos de cura por meio de exercícios de natureza corporal”

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