Existe uma diferença entre o que aprendi no Tibete sobre o primeiro Rito e uma publicação datada em 1939[1]. Aprendi que, em vista de os Ritos fazerem parte da medicina preventiva tibetana, os iniciantes devem praticar o exercício de girar (que faz parte do Lam Rim, isto é, da medicina curativa) sob a orientação e o acompanhamento de um terapeuta, ao contrário da sequência completa dos Ritos Tibetanos, que você pode praticar sozinho, em família, com um grupo de amigos ou desconhecidos. Você pode até mesmo difundir o seu ensinamento, após estar seguro de ter aprendido muito bem os Ritos. Assim, contribuirá para que mais pessoas possam se prevenir de doenças, adotando hábitos saudáveis e atitudes que visem um mundo melhor, com seres sensíveis cada dia mais próximos da iluminação. O propósito maior é participar da evolução inerente a todos os seres, assim como da regeneração do nosso maravilhoso planeta.

A sequência completa dos 21 ritos tem caráter preventivo e pode ser praticada individualmente, sem qualquer acompanhamento, respeitando-se as contra indicações e os limites do próprio corpo.

[1] Kelder, Peter. The Eye of Revelation, 1939.