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Entrevistas em Portugal
Jornal Tribuna da Madeira - Portugal
última
Livro “Os 21 Ritos Tibetanos”
lançado em Dezembro na
Madeira
A obra é da autora Eneida Magalhães Caetano, fundadora do Instituto LAM RIM, em 1998 Na obra “Os 21 Ritos Tibetanos”,que será editadapor O Liberal, a autorafala de meditação, revitalizaçãoe rejuvenescimento.O livro retrata umasérie de exercícios físicosrituais cuja prática diária,segundo Eneida MagalhãesCaetano, harmonizao funionamento dasglândulas relacionadascom o envelhecimento,e são consideradosa chave da fonte dajuventude”.A autora aconselhaos madeirensesa praticarem osexercícios dolivro, quandofor lançado emDezembro.
Eneida Magalhães Caetano começou a trabalhar, em 1976, com massagens e exercícios para portadores
de problemas neurológicos. Possuiformação em medicina preventivatibetana, medicina tradicional chinesa, shiatsu, psicobioenergética,cuidados posturais, Kum-nye,meditação, banhos medicinais,geoterapias, hidrofitoterapias,cura pranica, 21 Ritos Tibetanose corpo espelho. Eneida MagalhãesCaetano é a única terapeutaespecializada em LAM-RIM emMinas Gerais, tendo adquirido asua formação na Europa(1985)e Ásia (1994), após concluir ocurso superior. Fundou o InstitutoLAM RIM em 1998.Os Ritos Tibetanos, guardadosem segredo por milénios nosmosteiros do Himalaia, consistemnuma série de exercíciosfísicos rituais, cujaprática harmoniza o funcionamentodas glândulas relacionadascom o envelhecimento e sãoconsiderados a chave da fonte dajuventude.Estes Ritos foram transcritospara um livro da autoria deEneida Magalhães Caetano, a suaprimeira obra escrita.O livro “Os 21 Ritos Tibetanos”já foi lançado em váriospaíses.Em Dezembro, a obra serálançado na Madeira, numa data aanunciar, e editada por O Liberal.Para a elaboração desta obra,Eneida Magalhães Caetanodispensou horas, dias, semanase meses a fio na recolha deinformações concretas. Foi nospróprios locais, como no Tibete,que Eneida Magalhães Caetanorecolheu as ideias e transmitiuna originalidade para este livro.“Foi muito tempo deprática, deestudo e detrabalho”,referiu.Os RitosTibetanos, registadosneste livro,podem ser realizadospor qualquerpessoa. No entanto, aajuda de um profissionalé fundamental.“Os exercíciospodem ser feitos comcalma, não é necessárioque as pessoas façam os21 Ritos, podem optar porcomeçar a fazer aquelesque, na sua opinião, lhesirá ajudar num determinadomomento”, disse a autora.Através desta obra, EneidaMagalhães Caetano quis transmitirtodos os seus conhecimentos,porque segundo referiu, “asaúde está nas nossas mãos”.Durante todos os locais poronde passou, o que mais a marcoufoi “a simplicidade, a nossasaúde, a nossa qualidade de vida,acontece a partir do excêntrico,do natural, quanto mais retornarmosisso, maior a qualidadetambém”, afirmou.Esta obra cumpriu os objectivospretendidos da autora quemostrou-se muito satisfeita como resultado.“O meu objectivo era escrevertudo aquilo que eu aprendi, atravésdos cursos, dos alunos, dasinformações no Tibete, e conseguirtransmitir essa mensagem,esses ensinamentos. E, consegui”,disse ao Tribuna. “Quandocomecei a escrever os meusconhecimentos no papel, penseique o livro iria ficar restrito aosmeus amigos, conhecidos, queme incentivaram muito a escreveresta obra. Mas, afinal, temmuita procura”, afiançou.Terapia ‘LAM RIM’O Instituto LAM RIM foifundado por Eneida MagalhãesCaetano em 1998. O LAM RIM,expresão que significa ‘etapas docaminho’, é uma terapia corporalde origem tibetana. A técnica éum processo gradual em direção àsaúde e ao auto-conhecimento.O segredo, segundo a professorae terapeuta Eneida MagalhãesCaetano, “é recuperar aqualidade de vida através danatureza, como a água, ervasmedicinais, terra, respiração econhecimento”.E explicou: “O LAM RIM éuma técnica milenar de relaxamento,desintoxicação e equilíbrio.Consiste em exercíciosfísicos que trabalham a musculaturaprofunda, onde está gravadaa nossa história de vida.”A terapia LAM RIM está referenciadae explicada neste livro.Eneida Magalhães Caetanoaconselha as pessoas, em caso desentirem necessidade e não se encontrarembem, “a procurar a ajudade profissionais, até encontraro ideal, e isso as pessoas sabemquando encontraram a pessoa quelhes está a ajudar”, disse.Para finalizar, Eneida MagalhãesCaetano deixa uma mensagemaos madeirenses: “Queapareçam em Dezembro, quandoo livro for lançado, que o leiam,que pratiquem os Ritos referidosna obra, e se for necessário quesolicitem sempre a ajuda de umbom profissional.” Sara Silvino Coluna de Paulo César de Oliveira e Marcelo Rios
Hoje, das 19 horas às 21 horas, no Palácio das Artes, a terapeuta Eneida Caetano estará autografando seu livro Os 21 Ritos Tibetanos, com informações sobre exercícios, meditação, revitalização e rejuvenescimento. A autora é fundadora do Instituto LAM RIM de Minas Gerais e teve sua formação na Europa e na Ásia. Viveu no Tibet, aprendendo com os monges o LAM-RIM (Etapas do Caminho) e outras técnicas e rituais que retardam o envelhecimento. Será lançado dia 21 de agosto, às 19 horas, no Palácio das Artes, aqui em BH, o livro Os 21 Ritos Tibetanos da escritora Eneida Magalhães Caetano (do Instituto LAM RIM), prima do nosso Procurador-geral de Justiça de Minas, Jarbas Soares Jr. Leia, agora, a entrevista exclusiva, dada para o nosso Blog De Notícias. O que são os 21 Ritos Tibetanos? São exercícios físicos milenares, rítmicos e ritualísticos, que os tibetanos praticam com método e dedicação, para se fortalecerem e poderem suportar a adversidade, mantendo a saúde, vitalidade e bem-estar. Como você conheceu os Ritos Tibetanos? Eu já trabalhava com terapia corporal há muitos anos e por isso já os conhecia através do livro clássico de Peter Kelder, A Fonte da Juventude. Quando fui fazer uma especialização na Holanda, em 1985, vi a oportunidade de intensificar minha prática e perceber mudanças significativas em minha vida. Decidi então ir ao Tibete para aprofundar- me neste conhecimento e estudar sua origem. Por que escrever este livro? Desde o livro citado acima, lançado em 1939, havia uma lacuna bibliográfica sobre a seqüência completa dos ritos tibetanos. Após uma viagem de seis meses ao Oriente, e práticas nos mosteiros tibetanos recebi autorização para compilar toda a seqüência dos 21 ritos, praticamente desconhecidos no Brasil. A idéia do livro surgiu de uma necessidade de meus alunos do Instituto LAM RIM para acompanharem, em casa, os exercícios de uma maneira correta. Como está a organização dos ritos no livro? Trata-se de uma seqüência completa dos 21 ritos divididos em três etapas, cada qual contendo sete ritos, onde cada rito traz um benefício específico, individual e daquela etapa. Com breves flashes de minha experiência no Oriente contextualizo a viagem e o ambiente dos mosteiros. Quais os benefícios em se praticar os Ritos Tibetanos? Os benefícios são inúmeros. Todos os Ritos tem o poder de ativar nossas glândulas, retardando o envelhecimento, promovendo uma revitalização física e nos proporcionando maior clareza mental, dentre outras coisas. Mas cada rito traz um benefício específico, potencializando uma área determinada de nosso corpo. Quanto tempo se gasta para fazer toda a seqüência dos 21 ritos? Na fase inicial, quando ainda estamos aprendendo, necessitamos de um tempo maior, mas com a pratica gastamos aproximadamente 40 minutos para executar 21 vezes os 21 Ritos. Os tibetanos são extremamente disciplinados mas também condescendentes, pois consideram o ritmo de vida de cada um. Com a vida agitada que levamos, eles nos garantem que 3 ou 7 exercícios inicialmente, repetindo-os no mínimo 3 vezes cada um, duas vezes por semana, nos trará maior equilíbrio, e a própria prática nos ajudará a sermos mais organizados e a termos tempo para nós mesmos. Como saberei escolher um rito melhor para iniciar a prática? Isto é ensinado no livro e no curso dos 21 Ritos Tibetanos. Cada rito tem sua descrição e seus objetivos fisiológico e sutil. Aprendemos a escolher o rito que mais benefício nos trará e de acordo com o momento da vida que passamos. Segundo os tibetanos, devemos primeiramente cuidar do nosso corpo, que é a nossa morada, com muita dedicação, para prevenirmos diversas doenças e garantirmos uma melhor qualidade de vida, para depois cuidar do outro. Todos os ritos são simples, objetivos e de fácil execução. Praticando diariamente colhe-se resultados rapidamente. Adquirindo o livro eu posso praticar os ritos sem o auxilio de um instrutor? Sim, este é o maior objetivo do livro e dos monges tibetanos: disseminar o conhecimento dos ritos de tal maneira que as pessoas possam beneficiar-se deles sem precisarem sair de sua casa, sem rotina monástica ou qualquer crença. Pode-se praticá-los em qualquer lugar e sem qualquer sofisticação. Durante quanto tempo preciso praticar para observar os primeiros resultados? Os resultados são quase imediatos e dependerá de pessoa a pessoa. Para alguns, os benefícios começam a se manifestar imediatamente após uma prática disciplinada. Quanto maior o tempo de prática maiores serão os benefícios, mas mesmo quem pratica apenas 3 ritos duas vezes por semana já colhe resultados. Embora para um resultado mais concreto, é preciso disciplina, o tempo de cada um pode variar de acordo com a sua dedicação. Como os ritos são praticados pelos tibetanos? Os tibetanos se utilizam dos ritos como forma de desenvolvimento pessoal, fortalecimento físico e mental, percepção de comportamentos inadequados, como método preventivo de doenças e como sedimentação de laços e também como uma forma de terapia. Eles se reúnem em família para praticar os ritos como um momento sagrado. Houve alguma adaptação nos ritos para serem praticados pelos ocidentais? Não, eu os ensino aqui, no Instituto LAM RIM, exatamente da mesma forma como aprendi com os Monges Tibetanos e que estão descritos no livro, com a mesma objetividade e simplicidade praticados por eles. ____________________________Ana Elizabeth Diniz Jornalista
O desvendar dos 21 ritos tibetanosTécnica criada pelos monges e guardada em segredo durante séculos equilibra o metabolismo e a energia vitalANA ELIZABETH DINIZ/ ESPECIAL PARA O TEMPOGuardados em segredo por milênios nos mosteiros do Himalaia, os 21 ritos tibetanos, cuja bibliografia foi queimada pelo Exército Vermelho na segunda invasão chinesa do Tibete, até então não haviam sido publicados no mundo ocidental. A terapeuta corporal Eneida Magalhães Caetano transformou seu aprendizado junto aos monges tibetanos no livro "Os 21 Ritos Tibetanos", em que revela os segredos desses exercícios físicos cuja prática diária harmoniza o funcionamento das glândulas relacionadas com o envelhecimento e são considerados a chave da fonte da juventude. Eneida Magalhães é terapeuta, tem formação em medicina preventiva tibetana, medicina tradicional chinesa, shiatsu, acupuntura, psicobioenergética, cuidados posturais, meditação, geoterapias, kum nye e cura prânica. Em entrevista, ela fala sobre os benefícios de se praticar os ritos tibetanos. O TEMPO - Como surgiu o seu interesse por esta técnica tibetana? O que são os ritos? Como os ritos deixaram de ser segredo e se tornaram acessíveis? Os ritos são praticados apenas pelos monges? Quais os benefícios para a saúde? Qual a diferença entre os ritos e a ioga ou o tai chi chuan? Qual a relação entre os ritos e as glândulas? Para praticar os ritos é necessário fazer toda a sequência de 21 ritos? AGENDA - O livro "Os 21 Ritos Tibetanos" será relançado na próxima sexta-feira, dia 31, às 20h, no Instituto Lam Rim (rua Jequitibá, 50, Vale do Sereno), quando haverá uma fogueira e recital de música indiana. É imprescindível confirmar presença através do telefone: 3286.3089 ou pelo email: Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. Publicado em: 28/08/2007 Déa Januzzi, caderno Bem Viver do Estado de Minas Os 21 exercícios tibetanos que prolongam o bem-estar e a saúde dos praticantes. Eneida Caetano lança em agosto de 2007 um manual prático de atividades físicas para quem quer se exercitar em casa. Há mais de 20 anos, Eneida Magalhães Caetano se dedica ao estudo e à prática das ciências tibetanas.Inclusive, esteve com mestres do Tibete, e pôde beber, na fonte, toda a vivência e sabedoria sobre o processo de cura por meio de exercícios com o corpo. Guardados em segredo por milênios nos mosteiros do Himalaia, os 21 ritos tibetanos consistem em uma série de exercícios físicos, cuja prática diária harmoniza o funcionamento das glândulas relacionadas à longevidade. "São considerados como fonte da juventude", explica ela. Formada em comunicação, Eneida se especializou em expressão do corpo, mas ainda sofria "por ser uma pessoa muito fechada, exigente consigo mesma, perfeccionista". Com rugas na testa, dores na coluna e no estômago e dificuldades de entregar-se aos relacionamentos, ela viajou para a Holanda, em 1985, onde conheceu a terapia LAM RIM e os 21 ritos tibetanos, que mexem com os nossos traumas e bloqueios, ativando as glândulas responsáveis pelo envelhecimento do corpo. Além dos cursos, ela se submeteu ao tratamento e voltou encantada com os resultados, passando a aplicar as novas técnicas em seus clientes. Em 1994, fez uma viagem de seis meses pelo Oriente, fazendo cursos e conhecendo os mosteiros que adotavam a terapia Lam Rim, não apenas no Tibete, mas também no Nepal, Tailândia, Malásia, Cingapura, Indonésia e Índia. Ao retornar, inaugurou o Instituto Lam Rim, no Vale do Sereno, em Nova Lima. Além de professora de ioga, shiatsu, acupuntura, cuidados posturais, meditação, banhos medicinais e hidrofitoterapia, Eneida dá cursos sobre os 21 ritos tibetanos, com oito horas de aula, em dois dias seguidos. "O objetivo é que as pessoas aprendam e depois façam sozinhas em casa." Com a correria da vida contemporânea, Eneida quer que todos conheçam os benefícios proporcionados pelos ritos tibetanos. Acaba de escrever e editar um livro sobre o tema, que será lançado, em 21 de agosto, às 19h, no Palácio das Artes. "É um manual didático, de fácil leitura, onde ensino a praticar os exercícios passo a passo. Cada um pode escolher um rito para momentos específicos, seja de mágoa, para renascer, soltar as asas, perdoar-se, equilibrar-se, encontrar o caminho do autoconhecimento, plantar as sementes, entre outros rituais que vão também ajudam na recuperação da energia vital perdida em um invólucro de hostilidade e competição." A prática diária dos ritos ativa, segundo Eneida, "uma região secreta do cérebro, responsável pelo prazer e pela longevidade. Proporciona um estado elevado de consciência, de harmonia e união. Além dos benefícios diretamente ligados ao corpo físico, promove a resolução sutil de questões emocionais e comportamentais, sem a necessidade de qualquer racionalização. Desperta as infinitas possibilidades que cada um de nós tem," diz. Não é preciso ser adepto da filosofia budista ou ter qualquer crença mística para praticar os exercícios rítmicos e ritualísticos. Ela, por exemplo, pratica todos os dias o rito 13, pois "fortalece as nossas energias e atrai o que é melhor para a gente mesmo." Qualquer que seja o rito escolhido para combinar com as suas emoções é preciso repetir cada um 21 vezes, todos os dias, de 30 a 40 minutos. Eles são divididos em três etapas, cada uma com sete ritos, de acordo com objetivos específicos. "No livro, há uma progressão entre as etapas, sendo que a passagem de um rito para o outro ocorre de forma suave, e toda seqüência se desencadeia numa lógica perfeita." Não há contra-indicações, a não ser para as grávidas e pessoas com problemas de coração e de coluna. "O importante é a prática regular, mesmo que, no início, não seja possível crer em todos os seus benefícios. Com o tempo, o corpo dará o testemunho de bem-estar e saúde. Como os exercícios têm a função de revitalização e relaxamento podem ser praticados tanto pela manhã quanto à noite, pois fornecem a disposição necessária para o despertar ou alivia o cansaço antes de dormir," explica. O psicólogo Natham Ribeiro Martins encontrou nos 21 ritos tibetanos o mapa do tesouro. "Em uma sociedade marcada pelo descaso com os semelhantes, a melhor forma de mudança passa necessariamente pela educação e pelo autoconhecimento. Os ritos tibetanos mostram como podemos, de uma forma simples e efetiva, começar por nós mesmos esse processo de transformação." A dentista Virgínia Cerqueira também tem se beneficiado com a prática dos ritos, "que são um maravilhoso recurso de crescimento e de cura. Poderosos na sua simplicidade, são capazes de proporcionar grande prazer e alegria de viver." Déa Januzzi, caderno Bem Viver do Estado de Minas Mais do que a mente, o corpo registra todos os traumas vividos. Eles ficam gravados na história de cada um, como uma energia bloqueada que pode causar doenças. "O corpo tem uma memória fantástica", confirma Eneida Magalhães Caetano, de 46 anos, especialista na terapia lam-rim. "A mente pode não se lembrar de algumas coisas. Ou ter lembranças que não correspondam a verdade. O corpo, porém , não mente. Ele registra tudo o que uma pessoa viveu", explica. Eneida encontrou na medicina tibetana o que estava buscando. "O LAM-RIM, cujo significado é Etapas do Caminho, desperta o que até então estava adormecido. É como uma bola imensa na água: ela está lá. Mas só quem está segurando a bola sabe. Quando a pessoa relaxa e pára de gastar energia segurando esta bola debaixo d´água, ela vem á tona e, então está na hora de resolver o que fazer com ela. De distribuir essa energia pelo corpo de uma forma melhor. Fundadora, há sete anos, do Instituto LAM-RIM, no Vale do Sereno, em Nova Lima, Eneida, porém trabalha com massagem e exercícios curativos desde 1976. Tem formação em medicina preventiva tibetana e chinesa, shiatsu, bioenergética, cuidados posturais, banhos medicinais e meditação. Morou e estudou no Oriente, em mosteiros do Tibet, Tailândia, Nepal e Índia, além de Amsterdã, na Holanda . Esteve em 10 países para aprender mais sobre as técnicas, ritos tibetanos e meditação. Ela conhece a história do LAM-RIM que foi proibido pelos chineses depois da segunda invasão ao Tibet em 1959. Na primeira invasão diz, "os chineses não entenderam porque foram derrotados, já que os tibetanos não usavam nenhum tipo de arma nem força física. Não aceitavam comandos, não resistiam, não colaboravam e, ainda assim venceram, passando todo tipo de privação. A população teve fome, frio, dor mas sobreviveu com saúde. Na segunda invasão, os chineses entraram destruindo mosteiros e proibindo todo tipo de prática, ateando fogo em bibliotecas e matando quem se atrevia a desobedecer". Eneida explica que, até então, só os tibetanos tinham acesso aos conhecimentos do LAM-RIM. "Com a fuga dos monges, incluindo o Dalai-Lama, os ensinamentos foram passados para os outros povos. Os refugiados foram obrigados a ensinar como forma de sobreviver em outros países". No Tibet, um terapeuta LAM-RIM é responsável por toda uma família. "Eles praticam os exercícios em grupo. Se um deles adoece, a responsabilidade é do terapeuta, porque ele deveria ter percebido o desajuste que causou a doença. Assim o terapeuta cuida do tratamento, que inclui ervas, meditação e massagens. No Brasil, é mais comum as pessoas procurarem o lam-rim quando apresentam algum sintoma físico ou distúrbio comportamental, enquanto que no Tibet, os exercícios tem caráter preventivo, mas também são usados, quando necessário, para a cura." A descoberta dessa terapia revelou um caminho fascinante para Eneida. "os exercícios vão soltando o corpo e modificando padrões antigos, movimentando a energia condensada por algum trauma. Com aulas uma vez por semana de 50 minutos cada, os exercícios trabalham a musculatura profunda", esclarece. A terapia dura, em média, quatro meses, com apenas um tipo de exercício por sessão. São posturas simples, mas que mexem com as emoções e as lembranças. "Não tem nada de performance, mas eles conseguem desmanchar a resistência que as pessoas têm de entrar no processo terapêutico. Apesar de a terapia ter sido adaptada à cultura ocidental, Eneida lembra que as doenças, porém não são diferentes de um país para o outro. "Os sintomas partem de traumas e disfunções. O grau de impaciência dos ocidentais para a cura, porém é maior do que o dos orientais. Assim como nossa facilidade para adoecer." Eneida lembra que o LAM-RIM não trata doenças mas os sintomas e causas. "Por isto , é difícil curar, por exemplo, dependentes de drogas, porque eles não querem ser tratados e normalmente não aceitam ser tocados. É preciso que o paciente queira a cura para que atinja os objetivos. Porém, não é necessário acreditar. O trabalho é técnico, e é preciso fazer, não crer, para comprovar sua eficiência. A terapia pode também ajudar a recuperar pessoas com traumas físicos e psicológicos causados por acidentes. Mas depois de uma cirurgia, é preciso esperar quatro meses para começar o tratamento. A psicóloga Valéria Miranda Tolentino, de 38 anos, conseguiu desatar em sua vida muitos nós que a impediam de crescer e fazer as mudanças de que precisava. "Algumas questões emocionais estavam embaralhadas, até que conheci Eneida e os exercícios LAM-RIM. Foi uma agradável surpresa encontrar um processo terapêutico tão simples, mas poderoso, que trabalha a energia como um todo. Aos poucos , as coisas vão ficando claras, mais fluidas". Por ser psicóloga, Valéria teve um pouco de resistência. Não queria ir às primeiras sessões porque a terapia atinge níveis muito sutis. "Quando você percebe já conseguiu desbloquear emoções represadas por anos a fio. E também fazer as transformações necessárias, com muita leveza." Ana Elizabeth Diniz, caderno Magazine Esotérico de O Tempo O LAM-RIM é uma expressão tibetana que significa "etapas do caminho". É uma terapia corporal, um processo gradual em direção à saúde e ao autoconhecimento. Trabalha com a idéia da unidade corpo-alma, segundo a qual a história de vida deixa suas marcas registradas no corpo. Consiste em exercícios físicos lentos que trabalham com a musculatura profunda, onde estão gravadas as experiências mais relevantes do ser, transformando traumas e bloqueios em energia revitalizadora. A sessão dura cerca de uma hora e pode ser realizada individualmente ou em grupo. Para explicar a técnica, O TEMPO conversou com Eneida Magalhães Caetano, 46, a única terapeuta LAM-RIM em Minas Gerais. Em 1998, ela começou a trabalhar com a técnica depois de se especializar em Amsterdã e na Tailândia. Como o LAM-RIM é utilizado no Tibete? Como um trabalho de corpo que movimenta a energia condensada no momento de algum trauma ou bloqueio. Quando ocorre a liberação bioquímica, acontece simultaneamente a expulsão da energia que foi condensada no momento do trauma e que gera comportamentos repetitivos e recorrentes. Os tibetanos consideram que essa energia encapsulada retém ácidos, sais e xantinas (resultado da alimentação celular que o organismo não consegue eliminar) e é a causa da maioria das doenças. Eles acreditam que se o indivíduo estiver com o corpo fortalecido e equilibrado. as doenças viróticas não nos afetam. Como a técnica age sobre o corpo? O foco é a combinação de vários movimentos que vão trabalhar músculos específicos e pouco requeridos no cotidiano. O LAM-RIM atua sobre o sistema muscular, induzindo um alongamento profundo e uma consequente sensação de relaxamento, descontração e leveza. O vigor surge com a tonificação da circulação sanguínea. A técnica é centrada na unidade corpo-alma e trabalha as marcas registradas no corpo pela história de vida de cada um. Traumas, obstáculos antigos. tensões, decepções ou dores podem se manifestar. Ao evocar movimentos corporais lentamente, num ambiente calmo e silencioso, a terapia favorece a revelação de conteúdos esquecidos, quando focaliza a atenção sobre determinado ponto. O terapeuta orienta o movimento seletivo de todo o corpo lenta e gradualmente. Todas as regiões vão sendo trabalhadas com movimentos e velocidades específicas e os sistemas orgânicos são demandados lentamente. O LAM-RIM ensina que temos uma cota de energia vital para ser utilizada em cada etapa da vida. Quando economizamos essa energia e a repomos por meio da respiração, alimentação, movimentos e pensamentos adequados, asseguramos nossa saúde e longevidade, iniciando-se um processo de rejuvenescimento. Por outro lado, se exaurimos essa cota, adoecemos e aceleramos nossa degeneração e envelhecimento. Quais os ganhos secundários? O resgate da história de vida, autoconhecimento, aumento da auto-confiança e auto-estima, equilíbrio motor, sensorial e intuitivo por meio de maior oxigenação das regiões cerebrais bloqueadas, restabelecimento da espontaneidade, calma, lucidez e discernimento em situações conflitantes e estressantes, transformação dos padrões psíquicos negativos (ansiedade, angústia, insatisfação e depressão) em energia revitalizante e criativa, aumento da capacidade de sentir prazer, fortalecimento do corpo sutil, aumento do sistema de defesa energética, maior inteireza e presença de si, transmutação de padrões de comportamento indesejado e repetitivo motivados por impulsos involuntários conscientes ou não. Quem procura o LAM-RIM? Os homens procuram mais que as mulheres. A técnica é mais dura e exige mais trabalho muscular. Infelizmente, não existe uma cultura preventiva. As pessoas buscam as terapias complementares quando a doença já foi diagnosticada. Muitas estão com câncer, um sinal clássico de que passaram a vida se dedicando ao outro e esqueceram de si. Outras sofrem de dores emocionais. Quando isso ocorre elas já perderam o contato com si mesmas. Já desenvolveram defesas e optaram por um estado de frieza com o mundo e com o outro. Perderam o prazer em compartilhar. Outras pessoas se tornam inflexíveis e geram doenças degenerativas. E o pior: algumas pessoas deletam o seu corpo sutil, perdem o brilho, a vitalidade e a energia. Outros indivíduos, para preservar o seu espírito optam pela loucura. O mundo nos atinge em que dimensão? Quando deixamos que as pessoas nos invadam, geramos adoecimento. Quanto mais valorizamos a razão em detrimento de nossas necessidades fisiológicas, quanto mais controle e censura, maior a probabilidade de nos traumatizarmos. A forma pessoal como reagirmos às situações podem ser adoecedoras ou transformadoras. Como o LAM-RIM é utilizado no Tibet? O LAM-RIM é parte da medicina tibetana. É um trabalho de corpo que movimenta a energia que foi condensada no momento de algum trauma ou bloqueio, que os tibetanos consideram como causas e sintomas da maioria das doenças. Eles acreditam que se a gente estiver com o corpo fortalecido e equilibrado, nem as doenças viróticas nos afetam. Como é a medicina tibetana? A medicina tibetana se baseia em ervas medicinais com uso sistêmico e tópico, meditação, massagens e o LAM-RIM, que são exercícios que trabalham com a musculatura profunda, onde está gravada a nossa história de vida. O interessante é que, inclusive, alguém pode meditar por uma pessoa doente. A meditação pelo outro é feita quando o doente está incapaz e ele mesmo não consegue entrar em consciência meditativa e se sente ausente, deprimido, com pouca vitalidade corporal. As massagens funcionam quase como um pronto-socorro, são poucas sessões, até darmos conta dos processos e passamos para a terapia corporal LAM-RIM, que é a última etapa para uma vida livre e saudável. Como o LAM-RIM foi descoberto pelos ocidentais? O LAM-RIM foi proibido pelos chineses depois da segunda invasão ao Tibet, em 1959. Na primeira invasão, eles não entenderam porque foram derrotados: os tibetanos não usavam nenhum tipo de arma nem força física. Não aceitavam comandos, não resistiam, não colaboravam e ainda assim, venceram, passando todo tipo de privação. A população teve fome, frio, dor, mas sobreviveu com saúde. Na segunda invasão, os chineses entraram destruindo mosteiros e proibindo todo o tipo de prática, pondo fogo em bibliotecas e matando quem se atrevia a desobedecer. Até então, só os tibetanos tinham acesso aos conhecimentos do LAM-RIM. Com a fuga dos monges, incluindo o Dalai Lama, os ensinamentos foram passados para outros povos. Os refugiados foram obrigados a ensinar como forma de sobreviver em outros países. O LAM-RIM é conhecido no mundo todo? Não. No Brasil, por exemplo, somos apenas três terapeutas. Sou a única em Minas Gerais. Onde você aprendeu as técnicas do LAM-RIM? Primeiro em Amsterdam, na Holanda e depois no Tibet, há mais de dez anos. Eu já trabalhava com terapias curativas e a descoberta do LAM-RIM apontou um caminho fascinante. Já obtive resultados impressionantes com meus pacientes. Qual é o trabalho do terapeuta LAM-RIM? No Tibet, ele é responsável por uma família que pratica o LAM-RIM em grupo. Se um membro adoece, a responsabilidade é do terapeuta, porque ele deveria ter percebido o desajuste que causou aquela doença. Assim, ele fica responsável pelo tratamento, que inclui ervas, meditação e massagens. No Brasil, é mais comum as pessoas procurarem o LAM-RIM quando apresentam algum sintoma físico ou desajuste comportamental, enquanto no Tibet o LAMRIM tem um caráter mais preventivo, mas também é usado, quando necessário, para a cura. Quando a cura não ocorre, é porque é hora de preparar o espírito para ir embora. O que você chama de desajuste comportamental? É quando por exemplo, a pessoa fica "atacada", perde o controle, fica deprimida ou se entrega a algum vício. Ainda assim, o LAM-RIM consegue transmutar a energia que ficou retida no corpo da pessoa, que é o que a faz agir dessa maneira. Você falou sobre preparar o espírito para ir embora. Qual a relação do LAM-RIM com a morte? No Tibet, as pessoas aceitam a morte com naturalidade. Em geral, o sofrimento do doente dura pouco porque eles não usam práticas invasivas ou corretivas como cirurgias, aparelhos de respiração etc. Houve alguma adaptação dessas práticas no Ocidente? Por causa da nossa cultura, alguns exercícios foram adaptados. As doenças não são diferentes. Os sintomas partem das mesmas causas: traumas e outras disfunções. Mas o nosso grau de impaciência para sarar é maior que dos orientais, assim como nossa facilidade para adoecer. Os primeiros monges que chegaram na Europa ensinaram as técnicas de LAM-RIM e os alunos fizeram algumas experiências com grupos de pessoas que apresentavam os mesmos sintomas, aplicando os mesmos exercícios. Os resultados foram positivos, comprovando o sucesso e trazendo aceitação. Doenças como a Síndrome do Pânico podem ser tratadas pelo LAM-RIM? A princípio, o LAM-RIM não trata doenças, mas a causa que levou àquela doença ou manifestação. Para O LAMRIM, é difícil tratar neuróticos e dependentes de drogas porque eles não querem ser tratados e normalmente não aceitam ser tocados. É preciso que o paciente queira a cura para que atinjamos nossos objetivos. Porém, não é necessário acreditar. O trabalho é técnico, e é preciso fazer e não crer para comprovar sua eficiência. O LAM-RIM pode tratar vítimas de acidentes? O LAM-RIM pode ajudar a recuperar muitos dos traumas físicos e psicológicos causados por acidentes. Mas após uma cirurgia, é preciso esperar quatro meses para começar o tratamento LAM-RIM. Como funciona, afinal? O LAM-RIM trabalha tornando acessível o que estava encouraçado. É como uma bola imersa na água: ela está lá, só quem está segurando sabe dela. Quando você relaxa e pára de gastar energia segurando aquela bola debaixo d'água, ela vem à tona e então está na hora de resolver o que fazer com ela. Você pode distribuir melhor sua energia pelo corpo. Então, o LAM-RIM nos equilibra energeticamente? Em geral, no nosso corpo, quando uma parte está com muita energia, outra parte está com pouca. Cada um vive o tratamento no seu tempo: alguns sentem imediatamente desbloqueio, prazer e clareza mental. Para outros, é trabalho pesado, demorado e tedioso. Mas o resultado é sempre a liberdade, o bem-estar e o equilíbrio físico, emocional, social, mental e espiritual. As mudanças são complexas e sutis. É possível então criar novos padrões? Sim. No LAM-RIM não trabalhamos com a memória, mas sim com a sensação e com as energias que foram condensadas. Às vezes, a memória pode nos enganar, apagando o que aconteceu ou transformando o que foi verdade. Os exercícios vão soltando o corpo e modificando os padrões. Ana Elizabeth Diniz, caderno Magazine Esotérico de O Tempo Conte um pouco como foi a sua busca pelo conhecimento sobre os 21 ritos tibetanos. Desde pequena eu sempre tive um interesse pelos trabalhos de cura e pelo Tibet e como conquistar nosso próprio equilíbrio. Meu pai é advogado e minha mãe era raizeira e desta forma vim de uma família onde se juntava o conhecimento cientifico e os poderes da cura. Aos 16 anos comecei a pesquisar e trabalhar com técnicas corporais, foi quando conheci os ritos e o livro do Peter Kelder. Ao me formar fui para Holanda fazer especialização e também meditação Tibetana. Lá os professores que praticavam os ritos me incentivaram na pratica diária e eu vi em mim mesma os resultados. Voltando ao Brasil continuei a praticá-los e tive a oportunidade de ensiná-los a meus clientes, mais uma vez vi resultados surpreendentes e decidi então ir para o Tibet, para estudá-los com mais profundidade. O que são os ritos? São exercícios físicos ritualísticos que devem ser praticados com ritmo. O movimento físico feito com ritmo equilibra o metabolismo e é ritualístico quando no momento em que você o pratica põe uma intenção, está presente consigo mesmo.
cultura@hojeemdia.com.br - HOJE EM DIA, BELO HORIZONTE, TERÇA-FEIRA, 21/8/2007
Livro oferece ‘Os 21 Ritos Tibetanos’
LANÇAMENTO Terapeuta Eneida Magalhães Caetano escreve sobre as receitas que levam à paz e realização ALÉCIO CUNHA REPÓRTER
De Eneida Magalhães Caetano. Lançamento hoje, a partir de 19 horas, no Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1537, Centro).
Mineira de São Francisco, desde 1976 estudando os meandros da cura corporal, a terapeuta Eneida Magalhães Caetano despe minudências de seu aprendizado no livro “Os 21 Ritos Tibetanos”, publicado pelo Instituto Lam-Rim, de Nova Lima. A obra será autografada hoje, a partir de 19 horas, no Palácio das Artes. Ligados umbilicalmente à meditação, à revitalização e ao rejuvenescimento do ser humano, o livro de Eneida é um manual prático e sintético sobre os processos de cura por meio de exercícios de natureza corporal.“Todos nascemos com uma cota única de energia vital, a fonte da vida e da juventude. O estoque dessa energia garante nossa vitalidade em reservas suficientes para todas as etapas da vida. Essa quantidade de energia que trazemos conosco, assim que utilizada, não é reposta. Aí encontramos uma das principais causas do envelhecimento”, frisa a autora. “Quando passamos por situações de estresse, seja por doenças, pressões emocionais ou de qualquer outra ordem, a energia vital que desprendemos nesse momento pode ser muito maior do que aquela predeterminada para a etapa em que nos encontramos. O que fazer, então, para não esgotarmos nosso estoque de energia vital antes do tempo e garantirmos uma vida longa e saudável?”,indaga Eneida. Na visão da terapeuta, o combate a este tipo de esgotamento pode ser feito de maneira simples e eficaz, mas que exige muita determinação. “Basta incluirmos em nossa rotina hábitos de harmonização e equilíbrio que mantenham a energia vital, buscando obter energia de outras fontes disponíveis no universo e, assim, a nossa capacidade de economizar nossa preciosa reserva será ativada. É preciso, para isso, fazer uma alimentação saudável e cuidar das funções de excreção do organismo, intercalar momentos de atividade física e de repouso, prezar pela qualidade do ar e atentar para os movimentos de inspiração e expiração e, também, dedicar um tempo à meditação para se desfazer do ritmo incessante dos pensamentos”, observa a autora. “Os 21 Ritos Tibetanos”
AUTORA E CAPA da publicação: “manual prático e sintético sobre os processos de cura por meio de exercícios de natureza corporal”
home | entrevistasíndice de entrevistas Letícia Spiller''Descobri a fonte da juventude''Tranquila e bem-humorada, atriz mostra seus cachorros, fala de sexo e garante que alguns ritostibetanos retardam o envelhecimento Ela é moleca, ri o tempo todo, muitas vezes fazendo piada de si mesma. Adora brincar com os cachorros Ami e Spock na grande sala multicolorida de sua casa em Itanhangá, Rio de Janeiro, e dispensa maquiagem e salto alto. Letícia Spiller, 36 anos, está à vontade. Feito criança, antes do almoço, só fala da sobremesa, a não ser quando está ao lado da amiga Eduarda Santos Emerick Lima, 13 anos, que toca a Nona Sinfonia de Beethoven no piano de armário do quarto. Acho que Duda enxerga muito melhor que nós'', diz a atriz sobre a menina, que perdeu a visão aos 4 anos e foi sua inspiração para o papel da deficiente visual Maura no filme Tudo o Que Deus Criou, que deve estrear em 2010. Linda, tranquila, Letícia vai interpretar a sofisticada Betina na próxima novela das 8, Viver a Vida. Sempre lembrada como a Babalu, de Quatro por Quatro (1994), que interpretou quando tinha 21 anos, ela ainda recebe propostas para posar nua. ''Só faria por dinheiro, não por vaidade. Mas estão pagando pouco. Valho mais'', brinca. A preocupação também seria o filho, Pedro, 12, com quem ela mora - a bateria e os bongôs espalhados pela casa são dele, que, segundo a mãe, toca de tudo, baião, rock, jazz... Na entrevista a seguir, Letícia fala sobre sexo, beleza saudável e amor.
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